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Vamos falar de sexo?

Dia 06 de setembro comemoramos o dia do sexo, data propositalmente escolhida (6/9) porque lembra uma prática sexual. Muita gente costuma brincar nas redes sociais com este tipo de data, inclusive eu. Acho saudável levantarmos questões e debates a respeito do tema mais popular do mundo, sexo. Mas também acho que precisamos ter certa cautela ao abordarmos, não o tema em si, mas certas intimidades que são consequências dele. Estou sendo pudica, retrógrada ou conservadora demais? Talvez até me veja como demagoga agora, afinal falo de sexo para centenas de pessoas, e para grupos menores eu falo das tais intimidades que não se fala em público. Quem sou eu para medir o que postar ou não nas redes sociais?

Realmente, não tenho essa autoridade para censurar, mas sinto-me responsável por aquilo que ensino para tantas mulheres. Até porque essas mulheres são responsáveis por suas ações e seus corpos, e eu, muitas vezes impulsiono suas ações. Por osmose, posso fazer parte positiva ou negativamente na vida delas. Cada uma é dona de si, e faz o que quiser de si também, mas todas tem que ter discernimento das consequências de seus atos.

No dia do sexo, vale lembrar que somos responsáveis não só por aquilo que cativamos, como já dizia O Pequeno Príncipe, mas somos também responsáveis pelo nosso corpo, que é sagrado. Isso inclui doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada e tratar nosso corpo como um simples pedaço de carne, ou pior, como resto de comida pra qualquer cachorro que fuça numa lixeira.

Sem hipocrisia, sexo é bom, muito bom! Sou grande defensora da liberdade, de quebra de tabus e que as mulheres não tenham vergonha de seu corpo e seu prazer. Mas nem por isso concordo que seu prazer e suas preferências sexuais devam ser compartilhadas nas redes sociais. Concordo que devemos educar nossos filhos desde cedo e falar sobre sexo abertamente, sem tabus. Mas isso exige muita responsabilidade! Falar sobre sexo no momento certo, sempre, desde que seja de forma apropriada a faixa etária. É imprescindível que diferenciemos sexualidade de sexo. Até porque o primeiro é bem mais amplo e está presente em nossas vidas desde a concepção até nossa morte, mas o sexo não. A vida sexual existe para dar prazer e para a reprodução, e obviamente, isso deveria acontecer quando o corpo está pronto e a cabeça também. Não devemos atropelar isso, por isso o cuidado com informações que eles ainda não tem como assimilar.

Lembrando também que nossa intimidade só diz respeito a nós mesmas e ao nosso parceiro. Expor nossa intimidade pra todo mundo ver e opinar, isso não é avanço nem liberdade, é burrice ou desespero. Nem profissionais do sexo fazem isso, uma vez que existem mídias exclusivas para esse tipo de serviço. Elas tem ética profissional. Irônico, não é mesmo?

Todos tem acesso as redes sociais, teus amigos, teus filhos, teu chefe e até teus pais! Sim, todos nós fazemos sexo, mas ninguém precisa saber o que fazemos dentro do quarto. Não cause constrangimentos para os seus e pra você também. Uma vez na rede, nunca mais isso é apagado. Pode ser excluído, mas os prints e a vergonha alheia, ficam.

Ter atitude está muito longe de ser inconsequente. Sabe aquela máxima “ser sexy sem ser vulgar?”. Pois então, acredito que nós mulheres buscamos por mais respeito, valorização. Quer respeito? Só aceite quem te respeita, e se dê o respeito!

 

Beijo bom!

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